zona

The global biotech ethanol company

Respostas às críticas

Sobre sua incidência na mudança climática e emissão de gases de efeito estufa

Os biocombustíveis são a única alternativa disponível para começar a substituir o petróleo no transporte que produz 25 % dos gases de efeito estufa.

  • Os biocombustíveis produzidos na Espanha reduzem as emissões de gases de efeito estufa por cada quilômetro percorrido em comparação com a gasolina e o diesel (Ciemat).
  • Uma mistura de gasolina com 85 % de bioetanol (E85) permite reduzir em 70 % as emissões de gases de efeito estufa (CO2eq) por cada quilômetro percorrido em comparação com a gasolina (Ciemat).
  • "Dois relatórios publicados recentemente pelos cientistas Timothy Searchinger e Joseph Fargione. assinalam que os biocombustíveis não são sustentáveis em comparação com os carburantes petrolíferos tradicionais [...] Ambos estudos incluem hipóteses errôneas .".

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Sobre sua incidência na contaminação meio-ambiental

O uso de biocombustíveis em estado puro ou misturado com a gasolina e o diesel melhoram a qualidade do ar

  • A adição de bioetanol à gasolina reduz a emissão de CO, de partículas, de hidrocarburantes e de SO2 (Agência Internacional de Energia).
  • A adição de bioetanol à gasolina reduz até 30 % a emissão de poluentes mais tóxicos do ar tais como benzeno, butadieno e tolueno (Agência Internacional de Energia).
  • "Os biocombustíveis são mais conhecidos pelos supostos problemas de qualidade do ar (fundamentalmente NOx), do que devido a seus múltiples benefícios (virtualmente o resto das emissões, incluindo o monóxido de carbono, tóxicos e partículas de matéria)". A Brief Summary Of The Air Quality Impacts Of Biofuels, Brooke Coleman, Diretor, Renewable Energy Action Project
  • "Um crescente conjunto de dados e provas empíricas mostram que o etanol tem benefícios na qualidade do ar a nível da terra para o ozônio...". Cleaning the Air with Ethanol Renewable Energy Action Project

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Sobre sua incidência na dependência energética

O uso de biocombustíveis contribui a reduzir a dependência energética do petróleo e aumentar a diversificação energética e segurança do fornecimento.

  • A CE assinalou que o cumprimento dos objetivos de biocombustíveis em 2010 contribuiria para reduzir a dependência européia do cru em quatro pontos em relação a 2002 (Comissão Européia).

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Sobre a eficiência energética

Os biocombustíveis têm em todos os casos um balanço energético melhor que o dos combustíveis fósseis, pelo qual, comparando com o diesel e a gasolina, economizam energia primária e fóssil.

  • Uma mistura de gasolina com 85 % de bioetanol (E85) economiza cerca de 17 % de energia primária por cada quilômetro percorrido em relação com a gasolina pura. Uma mistura de bioetanol de apenas 5 % (E5) supõe uma economia de 0,28 % (Ciemat).
  • Uma mistura de gasolina com 85 % de bioetanol (E85) economiza cerca de 36 % de energia fóssil por cada quilômetro percorrido em relação com a gasolina pura. Uma mistura de bioetanol de apenas 5 % (E5) supõe uma economia de 1,12 %(Ciemat).
  • Uma mistura de gasolina com 85 % de bioetanol (E85) tem uma eficiência energética fóssil positiva, já que contém 26 % mais energia que a energia fóssil consumida para produzir e distribuir essa mistura. Ao contrário, apesar de que uma mistura de bioetanol em 5 % (E5%) tem uma eficiência energética fóssil negativa de 16 %, resulta melhor que a da gasolina pura (Ciemat).
  • Embora, em termos de energia primária a eficiência do E85 e também do E5, seja negativa, sua eficiência energética é superior a da gasolina já que estas misturas somente necessitam para serem produzidas e distribuídas, 3,5 % e 18,4 % mais de energia primária, respectivamente, que a contida (Ciemat).
  • Um estudo recente do DOE/USDA sugere que, com um grande desenvolvimento das tecnologias, os biocombustíveis poderiam fornecer 60 bilhões de galões anuais; 30 % da gasolina consumida nos Estados Unidos, em um ambiente responsável sem afetar a futura produção de alimentos. Advanced Energy Initiative - The White House National Economic Council February 2006.
  • A gasoline blend with 85 % bioethanol (E85) saves 36 % in fossil energy for each kilometer driven over pure gasoline. A bioethanol blend of just 5 % (E5) represents a savings of 1.12 %
  • A blend of gasoline with 85 % bioethanol (E85) has a positive fossil energy efficiency, as it contains 26 % more energy than the fossil energy consumed to produce and distribute this blend. On the other hand, although the 5 % bioethanol blend (E5) has a negative fossil energy efficiency of 16 %, it proves to be superior to pure gasoline.
  • Even though E85, and E5 as well, are negative in terms of primary energy efficiency, their energy efficiency is superior to that of gasoline, as these blends need only 3.5 % and 18.4 % more primary energy, respectively, to be produced and distributed than that which they contain.
  • A recent study conducted by the DOE/USDA suggests that, with intensive technological development, biofuels could supply 60 trillion gallons per year, 30 % of the gasoline consumed in the U.S., in a responsible environment and without affecting future food production. Advanced Energy Initiative - The White House National Economic Council February 2006.
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What Shortage?, National Corn Growers Association, 2007.
Growing Fuels, National Geographic, October 2007

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Sobre sua incidência na biodiversidade

A demanda de matérias primas para a fabricação de biocombustíveis tem uma escassa influência na perda de biodiversidade que se adverte em determinadas zonas do mundo

  • A produção de biocombustíveis na Espanha e na União Européia (UE) tem uma escassíssima ou nula responsabilidade no fenômeno do desmatamento dos bosques tropicais (Comissão Européia).
  • A prática totalidade de bioetanol que se produz e consome -a salvo de uma pequena quantidade procedente do Brasil- na UE procede de cereais que foram produzidos em terras de cultivo da UE (Comissão Européia).
  • A alteração física do meio ambiente devido a exploração e extração de petróleo, gera um impacto no meio ambiente que pode ser inclusive maior que os vertidos acidentais dos meios de transporte.
  • Os impactos mais importantes das explorações petrolíferas incluem o desmatamento, destruição de ecosistemas, contaminação química do solo e meios aquáticos, perda de biodiversidade, danos a saúde humana e deslocamentos de comunidades indígenas.

A consecução do objetivo da UE de 10 % de biocombustíveis em 2020 terá um impacto muito limitado na natureza e perfeitamente assumível

  • A CE afirma que "se o cultivo das matérias primas necessárias para a produção de biocombustíveis tem lugar em terras apropriadas, o impacto meio-ambiental que ocasionaria atingir uma quota de mercado de biocombustíveis de 14 % será manejável"(Comissão Européia).
  • A CE acrescenta que esse objetivo pode ser atingido sem necessidade de utilizar "os bosques úmidos nem outros hábitats de grande valor natural". Portanto, se finalmente o objetivo for de 10 % de biocombustíveis, o impacto será ainda mais limitado
  • A produção de biocombustíveis pode ter impactos positivos na biodiversidade devido a diversificação de cultivos em sistemas intensivos, passando do monocultivo ao policultivo, e permitir a mudança de espécies anuais a espécies perenes -choupos ou pinhão manso para bioetanol e biodiesel, respectivamente - (Biofuels and the Environment. Risks and Opportunities. Mr. Andrea Athanas. IUCN, União Mundial para a Natureza. Conferência sobre a Certificação de Biocombustíveis Sustentáveis, 28 de Novembro de 2006, Lausana, Suíça).
  • O incremento do consumo de biocombustíveis implicará num menor consumo de produtos petrolíferos e, portanto, numa diminuição dos enormes impactos ambientais associados aos carburantes fósseis.
  • A CE propôs uma Diretiva de Promoção de Energias Renováveis (COM(2008) yyy final) que estabelece uns critérios estritos de sustentabilidade dos biocombustíveis consumidos na UE:
    • Reduzir em pelo menos 35 % a emissão de gás de efeito estufa em relação aos carburantes fósseis.
    • Não ser fabricados com matérias primas obtidas da terra que em janeiro de 2008 ou posteriormente tenham elevados valores de biodiversidade (bosques sem intervenção humana significativa, áreas naturais protegidas, pastos de alta biodiversidade).
    • Não ser fabricados com matérias primas obtidas da terra que tenham em janeiro de 2008 um elevado estoque de carbono (umidades e áreas florestais).
  • Os biocombustíveis devem ser observados como uma contribuição significativa a um novo modelo energético e de transporte mais diversificado, eficiente e sustentável

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Sobre sua incidência no preço dos cereais

A responsabilidade dos biocombustíveis no aumento dos preços das matérias primas alimentícias (cereais) foi limitada

  • Na Espanha, por exemplo, 75 % da produção de cereais é destinada a alimentação animal, baseada no grande consumo de produtos cárneos e lácteos
  • 70 % da terra agrícola mundial destina-se à pecuária, quer como terras para pastagem quer para a produção de ração animal.
  • Na União Européia menos de 1 % de toda produção de cereais na campanha 2006 foi destinada a produção de bioetanol e estima-se que em 2007 será de 1,6 %.
  • Somente 20 % do incremento experimentado pelo consumo mundial de óleos entre 2004 e 2007 (24,3 milhões de toneladas) deve-se ao biodiesel. Isto significa claramente que foram os usos tradicionais os principais responsáveis do aumento da demanda mundial de óleos.
  • A indústria alimentícia é, com grande diferença, a principal responsável da crescente demanda de matérias primas de origem agrícola mundial.
  • O incremento dos preços deve-se a uma combinação de fatores: as baixas colheitas na UE e em outros exportadores (Ucrânia, Rússia, Austrália, Canadá); uma demanda superior a prevista em países emergentes (China, Índia); práticas de especulação nos mercados de "commodities" e contratos de futuro; um processo de acúmulo de grãos de agricultores e traders baseado na expectativa de um incremento contínuo do preço; uma menor exportação de milho dos Estados Unidos; um incremento do custo dos fretes de transporte; uma diminuição das terras cultiváveis na UE ....
  • A Política Agrária Comum da UE, que obriga a manter uma porcentagem de terras retiradas de cultivo, limita a produção cerealista, matéria prima de biocombustíveis.
  • A indústria produtora de biocombustíveis é a primeira interessada em que os preços das matérias primas sejam congelados já que a maior parte dos custos de fabricação provêm da compra de produtos agrícolas que servem de base.
  • A indústria alimentícia é responsável da campanha de desinformação colocada em funcionamento com a dupla finalidade de desprestigiar os biocombustíveis -apesar que resulta modesta para eles uma rivalidade que desejariam eliminar do mercado - e justificar o aumento dos preços e benefícios, ficando estes supostamente exculpados de toda responsabilidade perante os consumidores.
  • Os biocombustíveis não têm nenhuma responsabilidade no aumento dos preços da cesta básica nem na subida da inflação.
  • O aumento dos preços da energia influiu muito mais no recente aumento do preço do pão que o próprio aumento dos cereais.
  • Os preços pagos aos agricultores pelas matérias primas são muito mais voláteis que os preços dos produtos alimentares para os consumidores
  • O custo dos cereais representa na UE somente 5 % do preço do pão, sendo os principais custos de sua elaboração a mão de obra, a energia e o capital.
  • O preço do pão veio incrementando-se nestes últimos anos apesar dos extremamente baixos e decrescentes preços reais dos cereais.
  • O aumento do preço do leite é motivado fundamentalmente por um crescente desequilibro entre a oferta e a demanda devido a desajustes entre a oferta (diminuição devido a secas e política da CE) e demanda (Índia e China).
  • A produção de biocombustíveis gera direta ou indiretamente subprodutos destinados a alimentação animal como as tortas das oleaginosas para biodiesel ou os DDGS derivados do etanol partindo dos cereais, compensando, nesse caso, e em parte o aumento dos preços dos cereais.
  • "Refuto a idéia que algumas pessoas têm acerca de que o recente interesse sobre os biocombustíveis está aumentando o preço dos cereais. Este não é o caso, já que joga um papel marginal pelo menos no contexto da UE. Foi mais significativa a diminuição da produção de cereais em algumas regiões do mundo, o mal tempo na Europa e a crescente demanda do leste asiático." Mariann Fischer Boel's Blog, Agriculture and Rural Development Commissioner for the European Commission.
  • "Quando os preços alimentícios e os preços da ração estiveram nos níveis históricos mais baixos, foi quando o setor de biocombustíveis começou a crescer. Isto deixa umas conclusões errôneas nas quais se relaciona o rápido crescimento do setor de biocombustíveis com o aumento dos preços dos cereais. Não se pode dizer que exista uma relação casual direta entre a crescente demanda de biocombustíveis e os preços." Biomass, Food and Sustainability 2007, Louise O. Fresco, University of Amsterdam, member of the Supervisory Board of Rabobank Netherland.
  • "Carne, frango, ovos e produtos pecuários - os alimentos onde o milho tem um peso importante e podem ser mais afetados pelo aumento nos preços do milho - foram responsáveis por cerca de 0,2 por cento do total da aceleração de 1,2 por cento na aceleração dos preços dos alimentos entre setembro de 2006 e Abril de 2007. um incremento nos preços do milho derivado de uma maior demanda de etanol ou uma interrupção na oferta como uma seca estima-se que terá a metade do efeito que a mesma porcentagem de aumento no petróleo e os preços da energia." - The Relative Impact of Corn and Energy Prices in the Grocery Aisle , J.M. Urbanchuk, Director of LECG.
  • "Apesar de existir uma série de histórias nos meios durante o último ano indicando que os preços dos alimentos estão aumentando devido a um aumento dos preços do milho (induzido pelo incremento na demanda de etanol), existe pouca evidência da relação causa / efeito". Analysis of Potential Causes of Consumer Food Price Inflation, November 2007, Informa Economics.

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Sobre sua incidência nos preços dos produtos alimentícios

O impacto futuro dos biocombustíveis nos preços alimentícios também será moderado (Comissão Européia)

  • A CE assinalou que o cumprimento do objetivo de 10 % de biocombustíveis em 2020 não deve criar tensões significativas nos mercados agrícolas e alimentares, sendo este objetivo alcançável de forma sustentável e sem provocar descontinuidades no mercado europeu e mundial.
  • A Comissão Européia considera que os objetivos de produção de bioetanol estabelecidos para os anos 2010 e 2014 na UE exigirão, respectivamente 4,6 % e 6,8 % de toda produção de cereais.
  • O recorte ou eliminação da obrigação dos Estados membros de manter terras retiradas do cultivo -até 10 Mha em toda a UE- deve permitir a UE uma capacidade de resposta para atender a demanda de cereais e contribuir a limitar o incremento dos preços.
  • O incremento dos preços agrícolas está permitindo maior lucro aos agricultores em todo o mundo, depois de muitos anos de preços baixos e decrescentes.
  • O preço pago aos agricultores de trigo reduziu-se na Espanha entre 1995 e 2006 em cerca de 20 % e, atualmente, é 20 % apenas superior ao de 1990, um aumento muito inferior ao custo de vida nesse mesmo período.
  • A produção de cereais e beterraba de açúcar prevista na UE para o ano 2020 (319,6 milhões de toneladas) será mais que suficiente para cobrir a demanda comunitária, incluindo os necessários para conseguir 70 % do objetivo de 10 % de bioetanol.
  • A CE considera que em 2020, 30 % do objetivo de bioetanol será obtido da biomassa lignocelulósica, matéria prima que não é utilizada na alimentação.
  • A CE considera que o cumprimento do objetivo de 10 % acarretará em 2020 um modesto aumento do preço dos cereais na UE dentre 3 % e 6 % em relação aos preços de 2006.
  • A CE considera que o impacto que este aumento de preços das matérias primas agrícolas tenham nos consumidores será muito limitado, devido a que o preço destas matérias representa uma parte relativamente pequena dos custos finais dos produtos alimentares acabados.
  • Os biocombustíveis, produzidos com matérias primas autóctones, supõem uma autoridade para incrementar a segurança alimentar e energética dos países em vias de desenvolvimento (Unido's Biofuel Strategy; FAO, Projeto de bioenergia e segurança alimentar)
  • O aumento dos preços agrícolas mundiais derivado da demanda crescente de biocombustíveis pode aumentar de forma significativa o lucro das comunidades rurais de países em vias de desenvolvimento (Worldwatch Institute, Biofuels for Transport).
  • A decisão da UE de cobrir uma parte -entre 10 % e 30 %- das necessidades de biocombustíveis em 2020 mediante importações, abre uma oportunidade econômica para o fornecimento de ditas produções desde países em vias de desenvolvimento.
What Shortage?, National Corn Growers Association, 2007.

What Shortage?, National Corn Growers Association, 2007.

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Sobre sua incidência na disponibilidade e uso da terra

A CE considera que em nenhum caso haverá, nem a nível mundial nem europeu, um problema de falta de terras já que existem terras cultiváveis suficientes para permitir o desenvolvimento dos biocombustíveis sem colocar em risco as necessidades alimentares.

  • A CE considera que o cumprimento do objetivo de 10 % de biocombustíveis em 2020 terá um impacto "relativamente modesto" no uso da terra, requerendo a utilização de 17,5 milhões de hectares, que supõe 15,3 % de superfície cultivável na UE-27 (CE, The impact of a minimum 10 %..).
  • A CE considera que 11,3 % das terras cultiváveis serão destinadas a cumprir o objetivo de 10 % de bioetanol em 2020. Atualmente, dita porcentagem é de 1 % (CE, The impact of a minimum 10 %..)
  • A CE prevê que o objetivo de 10 % de bioetanol previsto em 2020 será alcançável sem um incremento significativo da intensidade produtiva e sem necessidade de recorrer aos padrões de utilização de fertilizantes e pesticidas habituais até finais dos anos 80 do século passado (CE, The impact of a minimum 10 %..).
  • A CE prevê que o rendimento agrícola na UE aumente moderadamente a um ritmo médio de 1 % - 2 % anual, incrementando as colheitas e a disponibilidade dos cereais para bioetanol (CE, The impact of a minimum 10 %..)
  • A CE prevê que a produção de bioetanol de segunda geração permitirá aproveitar a palha e resíduos de cereais e outra biomassa celulósica (resíduos e vegetais específicos)- até agora não utilizadas, com o qual os rendimentos energéticos também serão incrementados (CE, The impact of a minimum 10 %..).
  • "Compreender as mudanças no uso da terra ao redor do mundo é importante para desenvolver as estratégias para combater o avanço da mudança climática. Entretanto, do mesmo modo que outros estudos prévios, os publicados na revista "Science" não colocam o problema dentro de sua perspectiva. Responsabilizar pelo desmatamento e a conservação dos pastos a produção agrícola destinada a indústria de combustíveis renováveis, ignora fatores chave que jogam um maior papel. O contínuo crescimento da população global, a crescente demanda para alimentar as classes médias em expansão na China e Índia, e a contínua expansão e desenvolvimento urbanístico são todos fatores que contribuem para a crescente demanda de terra arável ".

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Sobre sua incidência na segurança alimentar

  • "A dramática expansão dos biocombustíveis nos Estados Unidos nos últimos anos levou a uma grande especulação em relação ao milho adicional necessário para a produção de etanol considerando que esta seria desviada das exportações..Este cenário definitivamente não teve lugar. Ao invés de se afundar, as exportações de milho estadunidenses foram incrementadas nos últimos anos . O aumento de produção e rendimentos superiores permitiram à indústria dos Estados Unidos abastecer a crescente demanda, tanto do mercado nacional de etanol como de um mercado de exportações em auge".
  • "Não existe nenhuma indicação de que a produção de etanol nos Estados Unidos partindo do milho tenha ocasionado até esta data nenhum tipo de mudança no uso da terra em outros países, um exemplo disso é que as exportações de milho nos Estados Unidos se mantêm ao redor de dois bilhões de bushels anuais e porque as exportações do co-produto DGS dos EUA aumentaram de forma constante nos últimos 10 anos..."
  • "A melhora dos cultivos baseada nas características de energia poderia incrementar o volume de etanol produzido partindo do milho, como conseqüência da melhora no rendimento da colheita de milho através de plantação seletiva. Híbridos de milho com alto conteúdo de amido junto com o aumento dos rendimentos aumentaram os volumes de produção de etanol por bushels de milho, bem como o rendimento de bushels de milho por acre. "
  • "O crescimento similar da demanda de etanol e do mercado nacional do milho está suscitando preocupações acerca de se a produção de milho possa continuar aumentando. Pois bem, os agricultores responderam em 2007 com a maior superfície de milho semeada desde a Segunda Guerra Mundial, além do mais, outros modos de mitigar essas preocupações é o desenvolvimento de diversas variedades de milho com um maior rendimento. Caso sejam cumpridas as previsões da indústria de sementes e se tornem realidade ditas previsões, o milho utilizado para a produção de etanol será superior a demanda. A média dos rendimentos de milho duplicou-se nos últimos 30 anos, a biotecnologia e as técnicas de investigação podem conduzir a avanços similares nos próximos 25 anos. Monsanto declarou que a média de rendimento de milho nos Estados Unidos chegará a 300 bushels por acre - o dobro da média nacional atual "
  • "O rendimento do milho aumentou drasticamente e de modo constante nos últimos 35 anos (1965-2000) numa média anual de 1,7 bushels por acre. O contínuo aumento utilizado atualmente por USDA para as projeções (1,8 bushels por acre) será convertido em um aumento de 25 % de seu rendimento (173 bushels por acre) em 2020 e 55 % de aumento do rendimento (207 bushels por acre) em 2043. O valor aproximado de rendimento de 207 bushels por acre é muito razoável (inclusive conservador), devido a que dito nível de produção segue sendo muito inferior à média de rendimento do milho de ao redor de 300 bushels por acre em regiões tanto irrigadas por chuva como as não irrigadas"
  • "Algumas análises sobre os impactos do uso da terra assumem que por cada acre de terra destinado a cultivos energéticos, deve-se colocar em produção outro acre de terra em outras partes do mundo. Esta é uma manifestação equivocada por várias razões:
  • Ignora-se o valor dos co-produtos ricos em proteína, produzidos atualmente em biorefinarias.
  • Não estão sendo considerados os avanços em biotecnologia das sementes e no processo tecnológico em que estão sendo obtidos maiores rendimentos em cada acre de matéria prima.
  • Culpa de forma incorreta todos os efeitos de crescimento aos biocombustíveis, omitindo os efeitos de uma crescente economia mundial como o aumento da demanda de alimentos e a expansão demográfica urbana.
  • "Os agricultores americanos podem alimentar o mundo e produzir grandes quantidades de biomassa para a crescente indústria da biorefinaria? A resposta é sim.
  • A Associação Nacional de Cultivadores de Milho projeta um contínuo avanço nas biotecnologias, que conseguirão aumentar o rendimento do milho para 5,95 bilhões de bushels de milho nos Estados Unidos -que poderiam estar disponíveis na indústria do etanol no ano 2015- satisfazendo deste modo a alimentação humana e animal além da demanda de exportação. Esta quantidade de milho produziria cerca de 18 bilhões de galões de etanol, quantidade suficiente para cobrir mais de 10 por cento da projeção da demanda de gasolina nos Estados Unidos. ". - Achieving Sustainable Production of Agricultural Biomass for Biorefinery Feedstock,
  • "Dos 14 milhões de novos acres de cultivo de milho dos Estados Unidos em 2008, 60 por cento procediam da soja, dos quais 97 por cento eram destinados a alimentação de animais. Devido aos co-produtos DGS, somente uma fração de um acre de soja é necessário para substituir um acre de milho. " "A maior parte do milho cultivado em 2008, está sendo feito na mesma terra que produziu milho durante muitos anos, durante muitas gerações "
  • "A superprodução de alimentos nos países industrializados, onde a oferta superou a demanda, em parte devido aos subsídios domésticos, desceu os preços dos produtos agrícolas. Durante décadas, estes preços baixos foram uma das principais causas do estancamento econômico nas zonas rurais. Os biocombustíveis absorveram os excedentes de cultivos nos países industrializados, com o qual subiram os preços, aumentaram as gastos dos agricultores dos países pobres e ao mesmo tempo reduziu-se a pressão política em forma de subsídios de agricultura nos países industrializados, tudo isso, com possíveis custos como por exemplo um alto orçamento para os subsídios nos países industrializados, preços altos dos alimentos aos consumidores pobres de todo o mundo e o aumento dos custos dos alimentos de primeira necessidade. Entretanto, o esperado aumento de preços devido a uma maior demanda de cultivos para biocombustíveis pode induzir os agricultores a aumentar a produção e, portanto, a mitigar alguns destes efeitos dos preços a longo prazo ".- Sustainable Energy, a Framework for Decision Makers,
  • "Um dos mitos mais comuns é que os biocombustíveis vão competir com a produção de alimentos. Atualmente os grandes produtores de alimentos são os países desenvolvidos que subsidiam fortemente sua agricultura. Nos países em desenvolvimento, com poucas exceções, a produção em grande escala de alimentos não se produz: ditos países simplesmente não podem competir com países mais ricos em subsídios agrícolas. É mais rentável a importação de produtos oferecidos em conceito de ajuda alimentar dos países desenvolvidos, ou aqueles que são vendidos a preços subsidiados, do que produzi-los localmente. A produção de biocombustíveis nos países desenvolvidos vai mudar esta imagem. Grandes extensões de terra de cultivo sem utilizar no hemisfério sul serão utilizadas para os cultivos de biocombustível, reestruturando o setor agrícola. Serão gerados milhões de empregos, portanto, o aumento do lucro, as exportações de alimentos e o poder aquisitivo dos mais pobres. Além do mais, a produção de biocombustíveis no Sul ajudaria a evitar a reorientação do uso da terra produtora de alimentos para este fim no norte.

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Sobre o desmatamento

  • . "Peter Zuurbier, professor associado de Picacicaba disse que o desmatamento leva a produção de soja muito próximo ao Amazonas, em outras palavras, Fargione faz uma correlação correta, porém não das causas deste problema; Zuurbier descreve o que atualmente tem lugar no Brasil:
  • . Grupos e corporações bem organizadas com questionáveis títulos de propriedade de terras, porém oficialmente proprietários legais, começam a cortar enormes extensões de bosque para o mercado da madeira, ilegal ou legalmente. Normalmente, estas faixas de bosques já vazias são abandonadas, e os proprietários de gado se movem em terras mais baratas. Entretanto, após três ou quatro anos de pastagem do gado nestas terras, o solo fica debilitado e completamente inutilizado sem nenhuma forma de fertilização e os proprietários passam às áreas próximas às terras abandonadas. Os agricultores de soja, entretanto, substituem o gado nestas áreas, dando a oportunidade de fertilizar estas terras para a produção de soja". No Land Cleared For Biofuels , Blog of BIO (Biotechnology Industry Organization)
  • . Um problema adicional com a reivindicação de Fargione é que as exportações agrícolas e a destilação de grãos são as maiores da história. Isto é o que comenta o professor Michael Wang, investigador de Argonne's Transportation Technology R&D Center que criou o GREET LCA modelo para os biocombustíveis:
  • . Não houve indícios de que a produção de etanol dos Estados Unidos seja a causa direta da mudança de uso da terra de cultivo de outros países, porque as exportações de trigo se mantiveram em cerca de dois milhões de bushels anuais e porque as exportações de DGS foram incrementadas nestes últimos dez anos. Enquanto isso, a reivindicação que Fargione argumenta de que os biocombustíveis estão causando o desmatamento do Amazonas, existem muitas evidências que sugerem que isto não ocorrerá durante um longo período ". No Land Cleared For Biofuels, Blog of BIO (Biotechnology Industry Organization)
  • . "Outro mito é que a produção de biocombustíveis coloca em perigo a selva amazônica. Cabe destacar que entre 2004 e 2006, um período de forte crescimento na produção de biocombustíveis no Brasil, a taxa de desmatamento da selva tropical amazônica reduziu-se em 52 por cento. Outrossim, as grandes plantações de cana de açúcar encontram-se a pelo menos 1000 quilômetros da região amazônica, onde é quase impossível que cresça de forma eficiente a cana de açúcar, devido a grande umidade, o que impede a formação de sacarose. Os biocombustíveis também poderiam contribuir para a redução das emissões de carbono mediante o uso das terras degradadas. No caso do Brasil, utiliza-se menos de 10 por cento de todas as terras da lavoura para cultivo da cana de açúcar. Existem, entretanto, 150 milhões de hectares de pastos degradados que o governo brasileiro está trabalhando para recuperá-los. Esta terra receberá uma cobertura vegetal da cana de açúcar, contribuindo dessa forma para reduzir as emissões de carbono"

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Sobre sua incidência no consumo de Água

  • "Especificamente, a crítica gira em torno a quantidade de água utilizada para produzir milho e etanol. Por exemplo, os grupos anti-etanol destacam que são necessários três galões de água para produzir um galão de etanol. O que os críticos não mencionam, utilizando uma perspectiva real- diz Jon Holzfaster de Paxton, presidente da Comissão do Milho de Nebraska- é que são necessários 94 galões de água para processar o petróleo cru e produzir um galão de gasolina. Para produzir um jornal dominical de tamanho médio são necessários 150 galões de água."

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Sobre a Responsabilidade Social

  • "É uma oportunidade satisfazer a demanda crescente de energia a nível mundial e assim poder mitigar alguns dos efeitos sobre os preços. É uma oportunidade poder fazê-lo respeitando o meio ambiente, de forma que o balanço de carbono seja neutro. É uma oportunidade fazê-lo de modo que os países em desenvolvimento como o Brasil possam proporcionar rendimentos e emprego a população. E também é uma oportunidade para os países em desenvolvimento poder conseguir créditos de carbono para mitigar os impactos ambientais".
  • Joseph Schmidhuber, Economista Sênior junto com o Departamento de Desenvolvimento Agrícola e a Divisão de Economia da FAO, diz que se for bem gerenciada, a bioenergia poderia promover algo similar ao "renascimento" da agricultura em alguns países em desenvolvimento onde os biocombustíveis possam produzir-se. Food And Agriculture Organization Of The United Nations
  • "A indústria do etanol emprega cerca 200.000 pessoas nos Estados Unidos e meio milhão de empregos no Brasil. Estes benefícios são, provavelmente, de projeção internacional, com o maior impacto nas economias baseadas na agricultura, com condições favoráveis para o crescimento dos cultivos de biocombustíveis. Nos países e regiões onde o acesso a formas modernas de energia é limitado ou inexistente, o apoio em pequena escala pode ajudar a produção de biocombustíveis proporcionando energia limpa e acessível que é vital para o desenvolvimento rural e a mitigação da pobreza, conseguindo o "Objetivo de Desenvolvimento do Milênio" das Nações Unidas.
  • "Se o aumento da utilização de recursos agrícolas para a energia fosse levado a cabo em grande escala, isto terá o efeito de aumentar os preços da maioria de cultivos e reduzir a necessidade dos subsídios - com beneficio para os produtores de cultivos básicos nos países em desenvolvimento. De acordo com uma análise de investigadores da Universidade de Tennessee, o aumento da demanda de cultivos para a energia levaria consigo a eliminação da necessidade de pagamentos baseados no apoio da maioria dos cultivos nos Estados Unidos. Em outras palavras, um programa agressivo de desenvolvimento de biocombustíveis poderia dar lugar a reduções no apoio do governo aos agricultores sem nenhum tipo de perda receitas.
  • No mundo industrializado, o problema na agricultura não é de escassez e sim a superprodução - é o motivo pelo qual existem excedentes perenes. O que excede dos cultivos é vendido a terceiros, empobrecendo desse modo os agricultores em países em desenvolvimento que não podem competir com os cultivos subsidiados do exterior."
  • "A bioenergia poderia conciliar as prioridades dos países mais ricos do mundo (segurança do abastecimento energético e enfrentar a mudança climática) com os dos pobres (acesso a energia, a geração de receitas e a abertura de novos mercados)."- Biomass, Food and Sustainability 2007, Louise O. Fresco, University of Amsterdam, member of the Supervisory Board of Rabobank Netherland

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Outros Documentos